Ler história ↗
A primeira nota saiu antes de Beatriz pousar o casaco. Do outro lado da porta, alguém tocava a passagem que ela vinha a evitar havia três semanas, devagar e sem qualquer respeito pela indicação de andamento.
Ler história ↗
Desconhecidos e encontros
7 min
A mala de Isabel parecia miar, mas o som vinha do telefone de um desconhecido. Ela passou três estações a tentar perceber como lhe dizer que a gravação estava a assustar os passageiros.
Ler história ↗
A primeira vez que o Luís me convidou para dançar, pisei-lhe o pé antes de a música começar. Ele disse que apreciava um homem capaz de antecipar os problemas.
Ler história ↗
Marta viu o erro quando já havia cento e vinte convites impressos. Faltava uma letra ao nome da exposição e, por coincidência infeliz, a palavra resultante fazia sentido.
Ler história ↗
Elisa espalhou os desenhos na mesa antes de responder ao convite da associação. Havia portas a lápis, uma janela inacabada e a maçaneta vermelha que Santiago levara para Lisboa sem corrigir a curva.
Ler história ↗
Elisa desceu à oficina com a mensagem de Santiago ainda aberta no telefone. O aviso de encerramento parecia maior visto de perto, mas a data continuava a ser a mesma: faltavam três semanas.
Ler história ↗
A janela de Elisa dava para uma parede onde alguém começara a desenhar portas. A primeira apareceu numa segunda-feira, a segunda dois dias depois, e nenhuma tinha maçaneta.
Ler história ↗
Ficção científica e fantasia
7 min
O relógio da torre deixou de mostrar horas na noite em que Olívia regressou. Os ponteiros continuavam a mexer-se, mas o mostrador estava branco e ninguém em Noura conseguia lembrar-se dos números que ali tinham estado.
Ler história ↗
O envelope estava dentro de um manual de fotografia que Marta não abria havia dezassete anos. Reconheceu a sua letra antes de se lembrar do que tinha escrito e sentou-se no chão da arrecadação para ler sem pressa.