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No cartão que encontrou ao pequeno-almoço, Diana chamava-se Helena e tinha uma viagem marcada para uma cidade inventada. O homem que vivia com ela havia nove anos perguntava se podia encontrá-la antes da partida.
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A chave nova abriu a porta à primeira, o que desiludiu Teresa. Tinha preparado uma frase para o caso de a fechadura resistir e, sem esse pequeno obstáculo, ficou apenas com um saco de pão na mão.
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O plano de férias de Leonor tinha nove páginas e uma capa com a fotografia da casa. Mauro encontrou-o na mala, entre os livros, e perguntou se havia um exame no último dia.
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Cláudia ficou com as chaves da casa nova e deu a Rui as da casa antiga. Estavam casados havia dezassete anos, mas aquela troca fez-se num café, com a dificuldade de uma negociação entre pessoas que não sabiam se voltariam a encontrar-se.
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A luz do corredor ficou acesa porque Daniel se esquecera de a apagar. Helena, ao chegar, pensou que ele a tinha deixado para si e demorou a decidir se devia perguntar.
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Mónica marcava no mapa as cidades onde ainda não tinha estado. Eduardo marcava os sítios onde queria voltar. O mapa, ao fim de seis meses, parecia ter sido usado por duas pessoas que planeavam viagens diferentes.
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Inês escreveu as regras numa folha de caderno. Nuno leu-as duas vezes e apontou para a última: quem perde escolhe o jantar.
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Não abri o envelope naquela noite. Pousei-o na bancada, ao lado das contas, e fui dormir com a convicção desagradável de que o papel podia saber mais sobre a minha vida do que eu.
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A rádio tocou a canção errada. Era essa a opinião de Paulo. Beatriz achou que uma canção não podia estar errada só por chegar no momento em que alguém lavava uma frigideira.