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Uma voz do Meia Noite

Clara Vilar

Pseudónimo editorial do Meia Noite. Histórias de casas, deslocações e encontros no quotidiano. O espaço, os objetos e os gestos fazem parte do que as personagens descobrem umas sobre as outras.

Cartas e envelopes numa oficina iluminada por uma luz quente, com apontamentos de tinta vermelha.Ler história

Cartas e diários

7 min

A oficina das cartas

A primeira carta de Miguel chegou num envelope comprado à pressa, com o preço ainda colado no verso. Beatriz percebeu que ele não sabia escrever cartas antes de chegar à segunda linha.

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Bicicleta vermelha junto a uma parede branca no litoralLer história

Férias e verão

3 min

A bicicleta vermelha

A bicicleta vermelha tinha um travão bom e um travão que servia sobretudo para fazer barulho. Carolina descobriu isso na primeira descida e voltou à oficina com a dignidade reduzida à metade.

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Varanda sobre os telhados do Porto com duas cadeirasLer história

Contos femininos

3 min

A varanda do quinto

Clara não tinha convidado ninguém. Pôs duas cadeiras na varanda porque sempre lhe parecera triste uma cadeira sozinha, e depois passou três meses a ocupar apenas uma.

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Portadas abertas de uma casa junto à costa alentejanaLer história

Férias e verão

4 min

A casa de sal

A dona da casa deixou duas recomendações: não fechar as portadas com o vento de norte e sacudir os sapatos antes de entrar. Elisa cumpriu a segunda. A primeira teve de aprender à custa de uma pancada que acordou a rua.

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Mesa de desenho num atelier iluminado à noiteLer história

No escritório

4 min

Depois da reunião

Às sete e quinze, a sala de reuniões ainda tinha catorze copos, uma planta inclinada e o desenho de uma casa que ninguém daquela sala podia pagar. Joana recolheu os copos. André apagou do quadro a palavra URGENTE.

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